Equipe de Robótica do COESI recebe ajuda do ITP para competição nos Estados Unidos

Publicado em 15/05/2018

A missão do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) é inspirar as pessoas a ampliar horizontes por meio do desenvolvimento e da transferência do conhecimento, tecnologias, produtos e serviços realizados pelos laboratórios de pesquisa que possui, ou por meio do auxílio àqueles que buscam conhecimento junto aos membros da instituição, a exemplo do que foi oferecido à equipe de Robótica do Colégio de Orientação e Estudos Integrados (COESI). Coordenados pelo professor Hélio Igor dos Santos, os estudantes Nilton Linhares (15), Zuleide Barros Luna Gomes (16), Adiana Maria Prado Souza (14) e Maria Victória Cruz Prata (16) estiveram no ITP pedindo orientação para compor o projeto de robótica que vai concorrer ao “First Lego League”, no período de 17 a 20 de maio, na cidade norte-americana de Fayetteville, Arkansas.

Como o problema proposto para este ano pela coordenação do torneio tem como tema a água, o grupo pesquisou maneiras de reutilização e armazenamento do bem, e focou no processo de destilação. Todo o suporte necessário para o projeto, desde a fase inicial, foi dado pelo Laboratório de Pesquisa em Alimentos do ITP (LPA/ITP), que é coordenado pelo Dr. Álvaro Silva Lima. O grupo de Robótica foi orientado pela doutoranda em Engenharia de Processos, Kênia Marcatti.

“Nosso projeto quer provar que é possível aproveitar a água usada no processo de destilação para que as perdas sejam cada vez menores. Escolhemos a água destilada porque nos assustamos ao saber que para destilar um litro são consumidos cerca de outros 20. O ITP, através do LPA, nos ajudou muito nesta caminhada. Primeiro porque o laboratório nos permitiu visualizar de fato como acontece o processo de destilação, de ver como ele ocorre na prática, de nos fazer entender o processo e até de nos ajudar na parte prática do projeto, sem falar que estão abertos a receber novas ideias, o que nos encorajou a fazer com que tudo o que pensamos saísse do papel”, declarou o professor Igor dos Santos.

Ele se mostrou surpreso ao ver um pouco do que o ITP realiza, de ter conhecido várias formas de fazer pesquisa, e se sentiu ainda mais motivado em continuar estimulando os jovens que compõem a equipe de Robótica, por entender que o trabalho desenvolvido na educação básica vai acabar, de alguma forma, resultando em profissionais que se encontrarão dentro de uma das realidades “oferecidas” pelo ITP. “É muito bom poder dizer que não se faz pesquisa somente no Sul e no Sudeste do país, que aqui, em Sergipe, temos um local como o ITP”, frisou o professor.

Segundo ele, o contato com o Instituto, por meio da Kênia Marcatti, teve início em outubro do ano passado e foi se estreitando ao longo do tempo. Agora, na reta final da competição, eles estiveram mais uma vez no ITP só para fechar alguns detalhes. A equipe de Robótica do COESI embarca hoje, 15 de maio, para os Estados Unidos. “O projeto deles é viável e bem interessante, pois como gastamos muita água para poder realizar a destilação, encontrar uma maneira que reduza esse consumo será bem-vinda”, observou a doutoranda Kênia Marcatti.

A EQUIPE

Há três anos integrando o grupo, Zuleide Barros é a estudante com mais tempo de time e se declara completamente apaixonada pelo que faz, além de muito grata pelas mudanças que a robótica promoveu na vida dela. Uma dessas mudanças foi a de descobrir o mundo da pesquisa científica, de onde disse não pretender sair mais. “Aprendi a ter planejamento, organização, a cumprir metas e, principalmente, a utilizar métodos e coisas que serão reaproveitadas no futuro. Também me deixou mais preparada para a vida, pois adquiri controle emocional e aprendi a trabalhar em grupo, antes era extremamente individualista e competitiva”, confessou.

Para Adiana Souza, que está na equipe há apenas dois anos, o mais interessante é poder perceber que muita coisa que antes ela via em sala de aula, e considerava desnecessária, tem valor e uso prático no cotidiano. “A robótica abre a nossa cabeça e visão para coisas que antes não conseguíamos enxergar. Passamos a ver os problemas que estão dispostos no mundo e a pensar nas possíveis soluções para eles”, frisou a jovem.

Disciplina e persistência. Estes foram os dois principais ensinamentos que Nilton Linhares obteve em três temporadas na equipe do COESI, trabalhando na parte dos projetos de pesquisa. “Antes não sabia que tinha que validar uma pesquisa científica, que era preciso provar que ela é útil e que vai, de fato, resolver um problema, e que para isso eu tenho que estar verdadeiramente dedicado a ela,  e não mais apenas usando a internet, copiando e colando as coisas que encontrava”, confessou.

“Nunca imaginei que em um laboratório fosse gasta tanta água para fazer um processo tão simples. Graças à robótica pude saber disso. Nestes dois anos que estou no grupo muita coisa mudou em meu modo de agir. É como se conseguíssemos ver de forma diferente as coisas que as pessoas veem da mesma maneira, nossa cabeça abre para um mundo novo, como para o fato de ser cientista, o que achava que era bem mais difícil ser, e agora vejo que não!”, declarou Maria Victória. Para ela, o jeito de ensinar “praticado” pela robótica poderia ser seguido e ajustado ao cotidiano da sala de aula convencional, aliando teoria e prática, e se isso acontecesse, avalia ela, o conteúdo seria bem mais interessante para os alunos.

FIRST LEGO LEAGUE

A filosofia da competição é formar inovadores do futuro estimulando o pensamento imaginativo e o trabalho em equipe. Orientado por treinadores adultos, os jovens que compõem as equipes participantes devem pesquisar sobre um problema do mundo real e desenvolver uma solução para ele. Também devem projetar, construir e programar um robô usando o LEGO MINDSTORMS ® tecnologia, e competir em uma mesa-top campo de jogo. Além da diversão, a competição faz com que haja o aprendizado, de forma prática, da aplicação da ciência, tecnologia, engenharia e conceitos de matemática (STEM).

 



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