ITP oferece tecnologia inovadora na produção de bioetanol
12/02/2010 15h53
Produzir bioetanol social e álcool farmacêutico sob a ótica da preservação ambiental e da sustentabilidade, tendo como matéria-prima a mandioca, batata doce, sorgo sacarino, cana de açúcar e a manipueira, subproduto da farinha de mandioca. Este é o objetivo do projeto que começa a ser colocado em prática em Sergipe por meio de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia e Pesquisa – ITP – e a USI Biorefinaria, do Rio Grande do Sul. Através da instalação de pequenas usinas, em princípio no Agreste do Estado, a iniciativa deve incrementar a renda familiar de agricultores sergipanos e contribuir para a inclusão social.
“Sergipe é um grande produtor de mandioca, de farinha de mandioca e, conseqüentemente, deste passivo ambiental chamado manipueira. Com a utilização desta matéria-prima, estimamos um ganho extra de R$ 500 para cada família de agricultores, no caso da produção do álcool 95GL ou combustível, e de R$ 800 com o álcool farmacêutico. A produção das miniusinas varia entre 400 litros/dia e 2.000 litros/dia, e inicialmente pensamos em instalar 90 empreendimentos em cooperativas. Mas o projeto também pode abarcar a iniciativa privada ou outros modelos associativistas”, explica o pesquisador do ITP, Geraldo Viana.
O projeto da produção de bioetanol já está sendo gestado por diversos agentes de fomento, dentre eles o Banco do Brasil, que em sua linha de desenvolvimento regional sustentável promove a inserção deste tipo de produção em meio à agricultura familiar, como forma de agregação de renda. “Hoje estamos na expectativa de instalar um módulo experimental que funcionará durante 45 dias em um dos municípios de Sergipe. Não definimos qual ainda, pois o interesse é grande por parte de muitas cidades e empresas que visam promover uma economia justa e ambientalmente adequada”, garante Viana.
Segundo o diretor administrativo do Instituto de Tecnologia e Pesquisa, Cleverton Santa Rita, além de todo o aspecto da disseminação da tecnologia, o projeto integra acadêmicos e professores da Universidade Tiradentes que desenvolvem pesquisas no ITP. “Alunos e pesquisadores dos cursos de mestrado em Engenharia de Processos e Saúde e Ambiente poderão contribuir de forma significativa, interagir nesses empreendimentos e melhorar a sua performance. Este, inclusive, é o nosso acordo com a USI Biorefinaria”, afirma.
Fonte: http://www.unit.br/